Aberto hoje · 9h–22h

Castelo de Óbidos,
a vila que os reis davam às rainhas.

Conquistado aos mouros em 1148 e oferecido por D. Dinis à rainha Isabel, o Castelo de Óbidos guarda uma vila inteira dentro das muralhas. Visita-se a pé e sem bilhete, pelas ruas caiadas ou por cima de 1565 metros de muralha.

Castelo e muralha de Óbidos vistos de fora da vila, do lado poente, ao fim da tarde
O castelo ocupa o topo norte da vila. Daqui, a muralha desce até à Torre do Facho, no extremo sul. Fotografia: Alvesgaspar, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

Conquista

1148

Aos mouros, por D. Afonso Henriques.

Muralha

1565 m

À volta da vila, com troços até 13 m de altura.

Entrada

Livre

Na vila, na cerca do castelo e na muralha.

De Lisboa

88 km

Cerca de uma hora pela A8.

A história do Castelo de Óbidos

Não houve um só construtor do Castelo de Óbidos. Houve mais de mil anos deles.

Os muçulmanos fortificaram o monte no século VIII, sobre terras que lusitanos e romanos já tinham ocupado. Depois da conquista cristã, cada reinado acrescentou uma camada — muralhas, torres, portas — até ao restauro do século XX que lhe deu o aspeto de hoje. O próprio nome guarda a função: a explicação mais citada liga «Óbidos» ao latim oppidum, cidade fortificada.

  1. Os muçulmanos fortificam o alto do monte. O sítio já era habitado: a cidade romana de Eburobrittium fica a poucos quilómetros.

  2. D. Afonso Henriques toma Óbidos aos mouros, um ano depois de Santarém e Lisboa. Conta a tradição que, enquanto parte das tropas atacava a Porta da Vila, os cavaleiros de Gonçalo Mendes da Maia entraram de noite pelo lado nascente.

  3. D. Afonso II dá a vila à mulher, D. Urraca. É a primeira rainha senhora de Óbidos.

  4. Na guerra entre D. Sancho II e o irmão, o futuro D. Afonso III, Óbidos resiste ao ataque e fica com o título de «mui nobre e sempre leal».

  5. D. Dinis dá Óbidos a Isabel de Aragão, a futura Rainha Santa, como prenda de casamento. A vila passa de rainha em rainha até 1834: é a Vila das Rainhas.

  6. No reinado de D. Fernando ergue-se a torre que ainda hoje tem o seu nome.

  7. O terramoto que arrasou Lisboa danifica gravemente o castelo e parte da muralha.

  8. Nas Invasões Francesas, é junto a Óbidos que ingleses e franceses trocam os primeiros tiros em Portugal, dias antes da Batalha da Roliça.

  9. O castelo é classificado Monumento Nacional.

  10. Depois de duas décadas de restauro, o paço do castelo abre como pousada, uma das primeiras do país instaladas num monumento histórico.

  11. É eleito uma das 7 Maravilhas de Portugal.

Torre de menagem e paço do Castelo de Óbidos, onde hoje funciona a pousada
O paço do castelo é pousada desde 1950. O pátio e a cerca continuam abertos a quem visita. Fotografia: Jean-Michel Brunet, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

Visitar o Castelo de Óbidos: preço, horário e o que se pode ver

É a pergunta que mais se faz: o Castelo de Óbidos é pago? Não é. A vila, a cerca do castelo e a muralha visitam-se livremente. O interior do paço é outra coisa: funciona como pousada e fica para hóspedes e clientes do restaurante.

Azulejos azuis e brancos do século XVIII no interior da Porta da Vila de Óbidos
A Porta da Vila, entrada principal, forrada a azulejo do século XVIII com cenas da Paixão de Cristo. Fotografia: Alvesgaspar, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Preço

Entrada livre

Há bilhete só para os grandes eventos que ocupam a cerca do castelo: o Festival de Chocolate, o Mercado Medieval e o Óbidos Vila Natal.

Horário

Sem bilheteira nem hora de fecho

A vila está sempre aberta. Para a muralha, conte com a luz do dia: o caminho de ronda não tem proteção.

Dentro do castelo

O pátio, a cerca e o miradouro

O interior do paço é a pousada, aberta a hóspedes e a quem reserva mesa no restaurante.

Quanto tempo

Duas a três horas

Para a vila e a volta à muralha. Um dia inteiro, se juntar a Lagoa de Óbidos ou as praias do Oeste.

Melhor altura

De manhã cedo ou ao fim da tarde

Antes ou depois dos grupos. Julho, agosto e dezembro são os meses com mais gente.

Mobilidade

Calçada e ruas a subir

Com carrinho de bebé ou dificuldade em andar, entre pela Porta da Senhora da Graça e faça a Rua Direita a descer.

Percorrer a muralha de Óbidos

A muralha dá a volta completa à vila: 1565 metros, com troços de até 13 metros de altura. Lá de cima vê-se o que as ruas escondem.

Os telhados, os quintais, os campos até à Lagoa. É a melhor parte da visita e a que pede mais cuidado.

Por onde subir e quanto demora

Há vários acessos. O mais usado é a escada junto à Porta da Vila, logo à entrada. Daí pode seguir para norte, até ao castelo, ou para sul, até à Torre do Facho. A volta inteira leva entre 45 minutos e uma hora, com paragens para fotografias.

Para onde olhar

Do lado do castelo, a torre de D. Fernando e as ameias do paço. A meio, o casario branco com as barras azuis e amarelas que são a imagem de Óbidos. No extremo sul, a Torre do Facho, de onde, diz o nome, se faziam sinais com fogo.

Antes de subir

O caminho de ronda é estreito, tem degraus irregulares e não tem guarda do lado de dentro. Não é indicado para crianças pequenas nem para quem tem vertigens. Use calçado com sola que agarre e não suba com chuva ou vento forte.

Caminho de ronda da muralha de Óbidos em curva até ao castelo, com os telhados da vila
1565 metros de muralha, sem bilhete. A volta completa leva menos de uma hora. Fotografia: Gerd Eichmann, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

O que ver em Óbidos, dentro das muralhas

A vila atravessa-se a pé em poucos minutos pela Rua Direita, mas vale a pena perder-se nas ruas paralelas. Estes são os sítios a não deixar de lado.

Porta da Vila

A entrada principal faz um cotovelo, desenhado para travar quem atacava. Por dentro tem uma varanda-capela e azulejos do século XVIII com a Paixão de Cristo.

Rua Direita

A rua principal sobe da Porta da Vila até ao castelo. Tem as lojas, as tascas e as esquinas mais fotografadas, com o branco da cal cortado por barras azuis e amarelas.

Igreja de Santa Maria

A igreja matriz, na praça principal. Foi aqui que o futuro D. Afonso V casou com a prima Isabel, em 1441, quando os dois eram ainda crianças. Lá dentro há pinturas de Josefa de Óbidos, a pintora do século XVII que viveu na vila.

Pelourinho

Em frente à igreja. Tem esculpido um camaroeiro, uma rede de pesca: a rainha D. Leonor escolheu-o em memória dos pescadores que lhe trouxeram numa rede o corpo do filho, morto em 1491.

Livrarias

Óbidos é Cidade Criativa da Literatura da UNESCO desde 2015. Há livros à venda em sítios improváveis, incluindo uma antiga igreja.

Ginja de Óbidos

O licor de ginja da vila bebe-se num copo de chocolate, que se come a seguir. Prova-se em muitas lojas da Rua Direita. O que é a ginja de Óbidos e onde provar.

Rua Direita de Óbidos com casas brancas de barras azuis e amarelas
Rua Direita, da Porta da Vila ao castelo. Fotografia: Berthold Werner, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Pelourinho de Óbidos com o camaroeiro da rainha D. Leonor, em frente à Igreja de Santa Maria
O pelourinho e a igreja matriz, na praça de Santa Maria. Fotografia: Concierge.2C, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
Ginja de Óbidos servida em copos de chocolate
Ginja em copo de chocolate: bebe-se e come-se. Fotografia: Travelholic Path, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

A região de Óbidos: o que ver à volta da vila

Óbidos fica no Oeste, entre Lisboa e Leiria, com o mar a poucos quilómetros. Se tem o dia inteiro, junte à vila um destes sítios.

Barcos tradicionais na Lagoa de Óbidos, com as nuvens refletidas na água
A Lagoa de Óbidos, onde a água calma encontra o Atlântico. Fotografia: Alexkom000, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons
Arcos do aqueduto de Óbidos, do século XVI
O aqueduto da rainha D. Catarina, à chegada à vila. Fotografia: Patricialaraia, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Lagoa de Óbidos

Uma das maiores lagoas costeiras do país, separada do mar por um cordão de areia. Água calma para famílias, vento para vela e kitesurf, e a Foz do Arelho, já no concelho vizinho, onde a lagoa encontra o Atlântico.

Aqueduto de Óbidos

Mandado construir pela rainha D. Catarina no século XVI, trazia água da Usseira até à vila ao longo de cerca de 3 km. Os arcos veem-se logo à chegada.

Santuário do Senhor da Pedra

Igreja barroca do século XVIII, de planta hexagonal, no sopé da vila, junto à estrada para Caldas da Rainha.

Eburobrittium

Estação arqueológica de uma cidade romana, a poucos quilómetros da vila. A prova de que o sítio era habitado muito antes do castelo.

Caldas da Rainha

A cidade vizinha, a cerca de dez minutos de carro: o mercado diário da Praça da Fruta e a faiança de Bordallo Pinheiro.

Praias do Oeste

A Praia d'El Rey fica no concelho de Óbidos. Peniche e o Baleal estão a menos de meia hora; a Nazaré, a cerca de 40 minutos.

Óbidos ao longo do ano: festivais e eventos

Quatro vezes por ano, a vila enche. Se quer ver Óbidos em festa, escolha uma destas alturas; se prefere ruas calmas, fuja delas.

As datas mudam de ano para ano. Confirme na agenda do Município de Óbidos antes de marcar.

Luzes de Natal nas ruas de Óbidos ao anoitecer, com as torres do castelo iluminadas
Óbidos no Natal, ao anoitecer. O Óbidos Vila Natal é o evento mais procurado do ano. Fotografia: Joaomartinho63, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

Março

Com bilhete

Festival Internacional de Chocolate

Esculturas, oficinas e concursos de chocolate na cerca do castelo.

Julho

Com bilhete

Mercado Medieval

Justas, cortejos, tabernas e trajes de época na zona do castelo.

Outubro

FOLIO

O Festival Literário Internacional de Óbidos: autores, conversas e livros espalhados pela vila.

Dezembro

Com bilhete

Óbidos Vila Natal

Diversões, espetáculos e neve artificial para famílias, na cerca do castelo.

De fim de novembro ao início de janeiro.

Como chegar a Óbidos e onde estacionar

De carro
88 km de Lisboa pela A8, cerca de uma hora. Do Porto, cerca de duas horas e meia.
De autocarro
A Rápida Verde liga Lisboa (Campo Grande) a Óbidos em cerca de uma hora, com partidas ao longo do dia. A paragem fica a poucos minutos a pé da Porta da Vila.
De comboio
A estação de Óbidos, na Linha do Oeste, fica no sopé da vila, mas tem poucos comboios. A partir de Lisboa, o autocarro é mais prático.
Estacionar
Não se estaciona dentro das muralhas. Há parques à volta da vila, a poucos minutos a pé; em julho, agosto, outubro e dezembro enchem cedo por causa dos eventos.
Mapa da vila e como chegar ao mercado, a pé desde a Porta da Vila

Perguntas frequentes sobre o Castelo de Óbidos

O Castelo de Óbidos é pago?

Não. A entrada na vila, na cerca do castelo e na muralha é livre. Só se paga bilhete durante os grandes eventos que ocupam a cerca do castelo, como o Festival Internacional de Chocolate, o Mercado Medieval e o Óbidos Vila Natal.

Pode-se entrar dentro do Castelo de Óbidos?

Pode visitar o pátio, a cerca e o miradouro, e subir à muralha. O interior do paço é hoje uma pousada: está aberto a hóspedes e a quem reserva mesa no restaurante.

Quem construiu o Castelo de Óbidos?

Ninguém sozinho. Os muçulmanos fortificaram o monte no século VIII. Depois da conquista de 1148, os reis portugueses foram reforçando o castelo e a muralha: D. Dinis, D. Fernando, que deixou uma torre com o seu nome, e os que se seguiram. O aspeto atual deve muito ao restauro feito entre as décadas de 1930 e 1950.

Quando foi construído o Castelo de Óbidos?

As primeiras fortificações são do século VIII, do período muçulmano. A primeira referência escrita ao castelo português é de 1153, cinco anos depois da conquista por D. Afonso Henriques.

Quem viveu no Castelo de Óbidos?

Os alcaides, que defendiam e governavam a vila em nome do rei ou da rainha a quem Óbidos pertencia. Hoje, quem lá dorme são os hóspedes da pousada.

Quanto tempo é preciso para visitar Óbidos?

Duas a três horas chegam para a vila e a volta à muralha. Para um dia inteiro, junte a Lagoa de Óbidos, o aqueduto ou as praias do Oeste.

Onde estacionar para visitar o castelo?

Nos parques à volta das muralhas, a poucos minutos a pé da Porta da Vila. Dentro da vila não se pode estacionar. Em julho, agosto, outubro e dezembro os parques enchem cedo por causa dos eventos.

A muralha de Óbidos é segura para crianças?

O caminho de ronda é estreito em vários troços e não tem proteção do lado de dentro. Não é aconselhável para crianças pequenas. Com crianças mais velhas, vá de mão dada e evite dias de chuva ou vento.

Onde fica Óbidos?

No Oeste de Portugal, no distrito de Leiria, a 88 km a norte de Lisboa pela A8, perto de Caldas da Rainha e da costa atlântica.

Antes de ir

Calçado fechado com sola que agarre: a calçada e a muralha escorregam.

Nos meses de eventos, chegue de manhã cedo para ter lugar nos parques.

Suba à muralha de dia e sem chuva.

No verão, leve água: em cima da muralha não há sombra.

Para ver o interior do castelo, reserve na pousada ou no restaurante.

Guarde espaço para uma ginja em copo de chocolate.

A caminho do castelo

A Rua Direita sobe da Porta da Vila até ao castelo. No número 28, do lado esquerdo de quem sobe, está o nosso mercado.

Fruta e legumes de produtores do Oeste, pão de moleiros da zona, vinhos e a ginja da própria vila. Estamos dentro das muralhas desde 2013, a dois ou três minutos a pé da Porta da Vila.

Morada

Rua Direita 28
2510-102 Óbidos

Horário

Todos os dias, 9h–22h.